Guia prático para gerar EAN sem erro no Mercado Livre, Shopee e Amazon. Aprenda o passo a passo do cadastro ao anúncio no ar
Saber como gerar EAN para marketplaces é uma das primeiras barreiras que travam sellers no cadastro de produtos. A boa notícia é que você pode gerar um código válido gratuitamente e, neste artigo, mostramos o passo a passo completo, a diferença entre os tipos de código e o erro que mais derruba anúncios no Mercado Livre, Shopee e Amazon.
O que parece detalhe técnico tem consequência direta nas vendas: sellers que pulam essa etapa ou usam códigos gerados sem critério enfrentam dificuldades para vender nos marketplaces, têm anúncios recusados e muitas vezes não percebem que o problema é o EAN.
Neste artigo, você vai descobrir:
- O que é o código EAN e por que o marketplace exige
- EAN oficial (GS1) vs. EAN gerado gratuitamente: qual usar?
- Como gerar EAN para marketplace: passo a passo
- Erros comuns no EAN que derrubam anúncios nos marketplaces
- Perguntas frequentes sobre código EAN
O que é o código EAN e por que o marketplace exige
EAN significa European Article Number, mas o nome não deve enganar. O código é usado no mundo inteiro e funciona como o CPF de um produto: cada item comercializado tem um número único que o identifica em qualquer sistema, de qualquer marketplace, em qualquer país.
No Brasil, o EAN tem 13 dígitos. Os três primeiros são sempre 789 ou 790, que é o prefixo nacional. Os nove seguintes identificam a empresa fabricante e o produto específico. O último é o dígito verificador, calculado automaticamente para confirmar que o código é válido.
Se você revende produtos de outros fabricantes, o EAN já vem registrado na embalagem pelo próprio fabricante e é esse código que você usa no cadastro do marketplace. A necessidade de gerar um EAN próprio aparece em dois casos: quando você fabrica ou manda fabricar o produto, ou quando compra mercadoria sem marca e sem código de barras.
Quando você cadastra um produto na Amazon, no Mercado Livre ou na Shopee, o marketplace usa esse número para reconhecer o item automaticamente no sistema de vendas, no checkout, na logística e na nota fiscal eletrônica. Sem um EAN válido, o produto simplesmente não existe para esses sistemas e seu anúncio pode ser recusado, ter visibilidade reduzida nas buscas ou sofrer bloqueio direto no cadastro, dependendo do marketplace e da categoria.
Entendido o que é e por que importa, a próxima dúvida natural é sobre qual tipo de EAN usar e aqui existe uma distinção importante que a maioria dos sellers não conhece.
EAN oficial (GS1) vs. EAN gerado gratuitamente: qual usar?
Antes de escolher o caminho, confirme se você realmente precisa gerar um EAN. Como mencionado acima, revendedores de produtos com marca e embalagem do fabricante já têm o código e é só usá-lo. Se o seu caso é diferente, você tem duas opções.
O EAN oficial, emitido pela GS1 Brasil, é registrado, exclusivo e reconhecido globalmente. Cada código é único no mundo inteiro, o que elimina qualquer risco de conflito com outro produto. Esse é o caminho indicado para quem fabrica produtos com marca própria, vende para grandes redes varejistas, exporta ou precisa que o código apareça na nota fiscal eletrônica com validação completa. O processo envolve cadastro na GS1, envio de documentos e pagamento de uma anuidade que varia conforme o faturamento da empresa.
O EAN gerado gratuitamente é estruturalmente válido, segue o padrão de 13 dígitos com prefixo 789 e dígito verificador. Ele funciona para cadastro de produtos nos principais marketplaces, especialmente para produtos próprios, variações e kits. É o caminho mais usado por sellers que estão montando ou expandindo catálogo sem ainda justificar o custo do processo GS1.
O ponto de atenção aqui é o controle. Um EAN gerado aleatoriamente, sem critério, pode coincidir com o código de outro produto já cadastrado, gerar conflito de catálogo e problemas no anúncio. O risco não está em usar um gerador, mas em usar um gerador sem rastreabilidade.
Se você usa a extensão Avantpro, o gerador de EAN ilimitado já está disponível no seu painel: ele gera códigos válidos de forma controlada, sem precisar acessar outros sites ou gerenciar planilhas separadas.
A tabela abaixo resume quando cada caminho faz mais sentido:
| EAN oficial (GS1) | EAN gerado gratuitamente | |
| Exclusividade global | Sim | Não garantida |
| Custo | Anuidade variável | Gratuito |
| Burocracia | Cadastro + documentos | Nenhuma |
| Ideal para | Marca própria, exportação, grandes redes | Produtos próprios, variações, kits em marketplaces |
| Validação na NF-e | Completa | Depende do sistema fiscal |
Como gerar EAN para marketplace: passo a passo
Existem dois caminhos para gerar seu código EAN. Escolha o que corresponde ao seu momento:
Caminho 1: EAN oficial pela GS1 Brasil
- Acesse o site oficial da GS1 Brasil (gs1br.org) e clique em “Solicitar código de barras”
- Faça o cadastro da sua empresa com CNPJ e documentos solicitados
- Escolha o pacote de códigos de acordo com a quantidade de produtos do seu catálogo
- Efetue o pagamento da anuidade. O valor varia conforme o faturamento anual da empresa
- Após a aprovação, acesse o Cadastro Nacional de Produtos (CNP) e registre cada item com foto, descrição, peso e variações
- Gere os GTINs correspondentes a cada produto cadastrado
- Aplique os códigos nos anúncios, embalagens e sistemas de gestão
Caminho 2: EAN gerado gratuitamente
- Acesse um gerador de EAN-13, pode ser um gerador online ou, se você usa a extensão Avantpro, o gerador ilimitado já está disponível direto no painel
- Inicie o código com o prefixo 789 (padrão nacional brasileiro)
- Insira os 5 dígitos do seu CNPJ na sequência seguinte
- Adicione 4 números sequenciais para diferenciar cada produto — por exemplo, 0001, 0002, 0003. Use uma sequência controlada para não repetir códigos
- O 13º dígito (verificador) é calculado automaticamente pelo gerador
- Anote ou exporte os códigos gerados em uma planilha de controle antes de cadastrar
- Insira o número gerado no campo correto do anúncio em cada marketplace — veja onde abaixo
Onde inserir o EAN em cada marketplace
Mercado Livre: No momento do cadastro do anúncio, o campo se chama “Código Universal” ou “GTIN”, dependendo da categoria. Ele aparece na etapa de identificação do produto.
Shopee: O campo fica em “Informações de vendas”, identificado como “Código de barras do produto (EAN/UPC)“. Não é obrigatório em todas as categorias, mas preencher aumenta a visibilidade do anúncio nas buscas internas da plataforma.
Amazon: O campo “ID do produto (GTIN)” é obrigatório na maioria das categorias e o código precisa ser válido. Para produtos sem EAN registrado na GS1, é possível solicitar uma isenção de GTIN diretamente na plataforma.
Erros comuns no EAN que derrubam anúncios nos marketplaces
Gerar o código é metade do caminho para você vender no marketplace. Os erros abaixo acontecem nas etapas seguintes e muitos sellers só percebem o problema quando o anúncio some das buscas ou é recusado na publicação.
Erro 1: Usar o EAN de outro produto já cadastrado
Cada código EAN identifica um produto específico no mundo inteiro. Se você usa um EAN que já está associado a outro item no catálogo do marketplace, o sistema pode vincular seu anúncio ao produto errado ou recusá-lo direto. Em casos mais graves, a conta pode ser sinalizada por inconsistência de cadastro.
Erro 2: Gerar EAN sem dígito verificador correto
O 13º dígito do EAN não é aleatório, ele é calculado com base nos 12 anteriores e serve para validar que o código é estruturalmente correto. Um código com dígito verificador errado é rejeitado automaticamente pelo sistema do marketplace antes mesmo de chegar à revisão manual.
Erro 3: Usar o mesmo EAN para variações diferentes
Azul e vermelho são produtos diferentes para o sistema do marketplace. Cada variação — cor, tamanho, capacidade, sabor — precisa do seu próprio EAN. Usar o mesmo código para todas as variações gera conflito de catálogo e pode derrubar o ranqueamento de todas elas ao mesmo tempo.
Erro 4: Ter o código e não preencher o campo no anúncio
Este é o erro mais silencioso. O seller gera o EAN, mas não o cadastra no campo de GTIN do anúncio e o produto fica sem identificação no sistema. Sem EAN preenchido, o anúncio perde elegibilidade para aparecer em buscas filtradas por produto e fica invisível para compradores que usam comparadores de preço.
Perguntas frequentes sobre como gerar EAN para marketplaces
Como gerar o código EAN para marketplaces?
Você pode gerar pelo caminho oficial da GS1 Brasil ou usar um gerador gratuito com prefixo 789, base no CNPJ e sequência controlada por produto. O passo a passo completo está na seção acima.
Quanto custa um código EAN?
O EAN gerado gratuitamente não tem custo. O EAN oficial pela GS1 Brasil tem uma anuidade que varia conforme o faturamento anual da empresa e os valores atualizados estão em gs1br.org.
Como gerar um código EAN para o Mercado Livre?
O processo de geração é o mesmo para qualquer marketplace. O que muda é onde você insere o código no cadastro — no Mercado Livre, o campo se chama “Código Universal” ou “GTIN” dependendo da categoria.
É obrigatório ter EAN na nota fiscal?
Sim, em categorias obrigatórias o GTIN é validado na Nota Fiscal Eletrônica desde 2017. Consulte seu contador para confirmar as regras específicas da sua categoria e regime fiscal.
Posso usar o mesmo EAN em mais de um marketplace?
Sim e é exatamente para isso que o EAN serve. O mesmo código identifica o mesmo produto no Mercado Livre, na Shopee e na Amazon simultaneamente. O que não pode é usar o mesmo EAN para produtos ou variações diferentes.
A extensão Avantpro gera código EAN?
Sim, a extensão inclui um gerador de EAN ilimitado integrado ao painel. Está disponível para Mercado Livre, Shopee e Amazon sem precisar acessar outros sites.
